Endividamento

Endividamento

DÍVIDA - R$ MILHÕES Montante1 Vencimento Custo Nominal
AES Tietê Energia2 4.588,7    
4a Emissão de Debêntures - 3º série 358,4 dez/20 IPCA + 8,43% a.a.
5a Emissão de Debêntures 203,8 dez/23 IPCA + 6,54% a.a
6a Emissão de Debêntures - 2a série 352,0 abr/24 IPCA + 6,78% a.a.
7a Emissão de Debêntures - 2a série 759,1 fev/23 CDI + 1,30% a.a.
8a Emissão de Debêntures 202,1 mai/30 IPCA + 6,02% a.a.
9a Emissão de Debêntures 1a série 1.393,5 mar/27 CDI + 1,00% a.a.
9a Emissão de Debêntures 2a série 639,2 mar/29 IPCA + 4,71% a.a.
9a Emissão de Debêntures 3a série 178,3 mar/29 IPCA + 4,71% a.a.
4a Emissão de Debêntures 176,1 abr/21 CDI + 2,80% a.a.
5a Emissão de Debêntures 175,7 abr/21 CDI + 3,00% a.a.
6a Emissão de Debêntures 150,4 abr/21 CDI + 3,00% a.a.
AES Tietê Eólica 149,5    
1a emissão de Debêntures - 1série 77,2 dez/25 IPCA + 7,61% a.a.
1a emissão de Debêntures - 2série 72,3 dez/25 IPCA + 7,87% a.a.
 

A dívida bruta consolidada da AES Tietê Energia encerrou 30 de junho de 2020 em R$ 4.738,2 milhões, 11,2% superior à posição de dívida bruta do mesmo período de 2019 (R$ 4.261,9 milhões) especialmente em função da captação de R$ 500 milhões por meio da 4ª, 5ª e 6ª Emissões de Notas Promissórias, além dos juros acruados entre os períodos.

Em 30 de junho de 2020, as disponibilidades somavam R$ 2.054,3 milhões, montante superior em 47,1% ao valor registrado em 30 de junho de 2019 (R$ 1.396,9 milhão), principalmente em função da (i) geração de caixa entre os períodos, resultado da estratégia comercial adotada pela Companhia, dos projetos solares que entraram em operação no segundo semestre de 2019; (ii) das captações da 4ª, 5ª e 6ª Emissões de Notas Promissórias, que reforçaram a posição de caixa e liquidez da Companhia neste cenário de pandemia; e (iii) liberação de caixa restrito das subsidiárias atrelado ao waiver das dívidas de Alto Sertão II, que ocorreu no último trimestre de 2019, melhorando a gestão de recursos do ativo.

Desta forma, a dívida líquida consolidada no final do 2T20 foi de R$ 2.683,8 milhões, montante inferior em 6,3% à posição registrada no mesmo período do ano anterior (R$ 2.865,0 milhões).

Os gráficos a seguir apresentam a composição dos indexadores do endividamento da AES Tietê Energia no período, bem como o cronograma de amortização, ambos de forma consolidada.

                              Cronograma de amortização da dívida4 (R$ milhões)                                        Dívida Bruta por Indexador5                           

                       

 

Como parte de sua estratégia de buscar uma estrutura de capital otimizada, a Companhia, desde 2019, adotou estratégias que visam a alongar o prazo médio e otimizar os custos de suas dívidas, resguardando a sua liquidez, como pode ser observado no gráfico abaixo.

Custo e prazo médio da dívida6

Custo e prazo médio da dívida

Covenants

O índice de alavancagem (Dívida Líquida / Ebitda Ajustado3) encerrou o segundo trimestre em 2,36x. O índice de cobertura de juros (Ebitda Ajustado / Despesas Financeiras) fechou o 2T20 em 4,25x.

O limite mais restritivo estabelecido pelas dívidas da Companhia é de 3,85x e o índice de cobertura de juros não poderá ser inferior a 1,50x. Em linha com a estratégia de diversificação de fontes da Companhia, as novas dívidas emitidas já possuem limite maior, variando entre 4,0x e 4,5x e com restrição do índice de cobertura de juros de 1,25x.

 

Dívida Líquida (R$ bilhões) e Alavancagem (vezes)


 

Estratégia de otimização de estrutura de capital

Durante o 2T20, em continuidade a sua estratégia de manutenção de forte liquidez, a Companhia emitiu R$ 500 milhões através da 4ª, 5ª e 6ª Emissões de Notas Promissórias, garantindo uma posição de caixa robusta. Estes recursos compõe o saldo da Companhia e fazem parte de um amplo programa implementado frente ao atual cenário de pandemia global, bem como reforçam novamente a capacidade de acesso ao mercado de capitais que a Companhia possui mesmo em momentos econômicos adversos.

 

No 2T20, a AES Tietê reafirmou a certificação de Green Bonds (debêntures verdes) para a 9ª Emissão de Debêntures através de chancela da Climate Bonds Initiative (CBI), organização internacional que fomenta o mercado de títulos para investimentos em soluções sobre mudanças climáticas, reforçando o comprometimento da Companhia com as melhores práticas de gestão, governança e sustentabilidade, elemento central de nossa forma de fazer negócios. Para a conquista da recertificação, as boas práticas de governança e constante monitoramento dos indicadores GBP (Green Bond Principles) foram essenciais, evidenciando o cumprimento a normas de caráter trabalhista, ambiental, regulatório e financeiro, bem como nossas boas condutas com a comunidade, nos alinhando às boas práticas internacionais.

Durante o ano, a Companhia dará continuidade ao trabalho de financiamento aos novos projetos e desenvolvimento dos já contratados, contando com o seu vasto acesso ao mercado de capitais, fontes de fomento e outras que a Companhia possui.

Rating

A Companhia mantém seus ratings equivalentes a AA+ em ambas as agências de rating que a cobrem e estáveis mesmo diante de um cenário de crise global. No mês de abril, a Fitch divulgou um relatório confirmando tal resultado.

 

1 Saldo contábil atualizado, considerando principal, juros e custos da transação.
2 Não considera arrendamento financeiro.
3 Considera Empréstimos, financiamentos e debêntures do passivo circulante e passivo não circulante.
4 Fluxo composto por amortização de principal.
5 Valores relativos ao principal. Não considera arrendamento financeiro.
6 Custo médio da dívida calculado com CDI diário (ano) e IPCA acumulado (últimos 12 meses) na data de fechamento do trimestre. Tanto custo quanto prazo referem-se ao principal da dívida.
7 Ebitda ajustado para incluir os 12 meses dos ativos adquiridos, inclusive o período anterior ao mesmo fazer parte da estrutura da Companhia.

 

Debêntures

A Companhia realizou 3 emissões de debêntures, sendo que todas as debêntures da 1ª emissão até a 2ª emissão foram devidamente liquidadas e não estão em circulação.

3ª Emissão de Debêntures pela Companhia

Em 31 de outubro de 2006, a Companhia emitiu 80.000 debêntures simples, não-conversíveis em ações, todas nominativas e escriturais, da espécie com garantia real, em série única, com valor nominal unitário de R$ 10 mil, no valor total de R$ 800,0 milhões. As debêntures rendem juros, correspondentes a 100,0% da variação da Taxa DI, capitalizada de um spread de 2,25% ao ano, base 252 dias úteis.

O principal da 3ª Emissão da Brasiliana será amortizado nas seguintes datas:

  • 20/Maio/2014 – R$ 160.000.000,00
  • 20/Nov/2014 – R$ 160.000.000,00
  • 20/Maio/2015 – R$ 160.000.000,00
  • 20/Nov/2015 – R$ 160.000.000,00
  • 20/Maio/2016 – R$ 160.000.000,00

Total = R$ 800.000.000,00

Documentos da 3ª Emissão

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