Endividamento

Endividamento

DÍVIDA - R$ MILHÕES Montante Vencimento Custo Nominal
4a emissão de Debêntures - 3º série 324,1 dez/20 IPCA + 8,43% a.a.
5a emissão de Debêntures 187,2 dez/23 IPCA + 6,54% a.a
6a emissão de Debêntures - 1a série 706,4 abr/22 CDI + 0,90 a.a.
6a emissão de Debêntures - 2a série 326,0 abr/24 IPCA + 6,78% a.a.
3a emissão de Notas Promissórias 923,9 jun/18 CDI+ 1,35% a.a.

A dívida bruta da AES Tietê Energia totalizava R$ 3.603,9 milhões em 30 de setembro de 2017, valor 150,5% superior à posição da dívida bruta em 30 de setembro de 2016 (R$ 1.438,5 milhões). Essa variação está associada à:

(i) 5ª emissão de debêntures em 15 de novembro de 2016 no valor de R$ 180 milhões;

(ii) Liquidação da 1ª série da 4ª emissão de debêntures no dia 15 de dezembro de 2016, com amortização no valor de R$ 143,5 milhões;

(iii) 6ª emissão de debêntures em 15 de abril de 2017 no valor de R$ 1 bilhão, realizada para o resgate antecipado das 2ª e 3ª emissões de debêntures e da 2ª série da 4ª emissão de debêntures; e

(iv) 3ª emissão de Notas Promissórias (“NPs”), no valor total de R$ 900 milhões, utilizada para a aquisição de Alto Sertão II, conforme divulgado anteriormente pela Companhia. Aquisição do complexo eólico de Alto Sertão II, cuja holding das SPEs, AES Tietê Eólica, possui as seguintes dívidas: financiamento do BNDES e financiamento do Banco do Brasil (repasse de um financiamento indireto do BNDES), com saldo devedor total de R$ 958,8 milhões; e a 1ª emissão de debêntures, com saldo devedor total de R$ 176,8 milhões. Assim sendo, a AES Tietê Eólica possuía, em 30 de setembro de 2017, um saldo devedor total de R$ 1.135,6 milhões.

No encerramento do 3T17, as disponibilidades somavam R$ 1.030,0 milhões, montante superior ao valor registrado no mesmo período de 2016 (R$ 466,2 milhões). Tal diferença se deve, principalmente, à 3ª emissão de NPs, utilizada para a Aquisição de Alto Sertão II e reforço do capital de giro da Companhia.

Dessa forma, a dívida líquida em 30 setembro de 2017 era de R$ 2.574,0 milhões, montante 164,7% superior em relação à posição em 30 de setembro de 2016 (R$ 972,3 milhões) em função, principalmente, das 5ª e 6ª emissões de debêntures e da 3ª emissão de notas promissórias, da aquisição do complexo eólico de Alto Sertão II com suas dívidas já existentes, compensado parcialmente pelo resgate antecipado das 2ª e 3ª emissões de debêntures e da 2ª série da 4ª emissão de debêntures, bem como da liquidação da 1ª série da 4ª emissão de debêntures.

Os gráficos a seguir apresentam a composição dos indexadores do endividamento da AES Tietê Energia de forma individual e consolidada em 30 de setembro de 2017, bem como cronograma de amortização até 2023 para a AES Tietê Energia.   

                           
                                         Dívida Bruta por Indexador                                                                  Cronograma de amortização da dívida (R$ milhões)                                 


                       

 

No âmbito do projeto de Alto Sertão II, os financiamentos do BNDES e Banco do Brasil apresentam um fluxo de amortização e pagamento de juros mensal, enquanto para a 1ª Emissão de Debêntures o fluxo é semestral.
A tabela abaixo indica a escala de rating da AES Tietê Energia.

 

Covenants

A fim de permitir o avanço de sua estratégia de crescimento, a Companhia realizou em 12 de setembro de 2017, junto aos debenturistas da 3ª série da 4 emissão de debêntures uma Assembleia Geral de Debenturistas, com o objetivo de readequar os covenants da Companhia. Os ajustes realizados foram aprovados por 77,02% dos debenturistas e incluem:

i. Alteração do limite máximo do índice Dívida Líquida pelo EBITDA Ajustado25 de 3,5x para 3,85x no caso de aquisição de ativos, durante 36 meses ou até o final da respectiva emissão, o que vier primeiro;

ii. Inclusão do EBITDA Ajustado proforma dos últimos 12 meses do ativo adquirido;

iii. Alteração do limite mínimo do índice de cobertura de juros (EBITDA Ajustado pelas Despesas Financeiras) de 1,75x para 1,5x; e

iv. Alteração para 2 trimestres consecutivos para não cumprimento dos índices.

Assim sendo, os covenants das dívidas da Companhia consideram o índice Dívida Líquida pelo EBITDA Ajustado, que não pode ser superior a 3,5x, sendo que em caso de Aquisição de Ativos pela emissora, o índice assume como limite 3,85x durante o período de 36 meses ou até a data de vencimento da respectiva dívida, o que ocorrer primeiro. O índice Dívida Líquida pelo EBITDA Ajustado encerrou o trimestre dentro do limite estabelecido, em 2,7x.

Com relação ao covenant de cobertura de juros (EBITDA Ajustado pelas Despesas Financeiras), considerado em todas as emissões, com exceção da 5ª emissão de debêntures, o indicador não pode ser inferior a 1,5x. Ao final do 3T17, esse indicador estava em 4,8x vs. 4,7x no final do 3T16.

 

Dívida Líquida (R$ milhões) 
 
Cobertura de juros
 

O custo médio da dívida da AES Tietê Energia em 30 de setembro de 2017 era de 10,0% ao ano, em comparação a 13,8% no mesmo período de 2016, conforme tabela abaixo. Essa variação decorre, principalmente, da redução da curva de CDI e IPCA durante o período.

O prazo médio da dívida da AES Tietê Energia no 3T17 foi de 4,1 anos, superior ao mesmo período de 2016, que era de 2,2 anos, devido ao alongamento da dívida em função da emissão realizada em abril de 2017 e aquisição de ativo.


Custo e prazo médio da dívida

 
Custo e prazo médio da dívida
 

Debêntures

A Companhia realizou 3 emissões de debêntures, sendo que todas as debêntures da 1ª emissão até a 2ª emissão foram devidamente liquidadas e não estão em circulação.

3ª Emissão de Debêntures pela Companhia

Em 31 de outubro de 2006, a Companhia emitiu 80.000 debêntures simples, não-conversíveis em ações, todas nominativas e escriturais, da espécie com garantia real, em série única, com valor nominal unitário de R$ 10 mil, no valor total de R$ 800,0 milhões. As debêntures rendem juros, correspondentes a 100,0% da variação da Taxa DI, capitalizada de um spread de 2,25% ao ano, base 252 dias úteis.

O principal da 3ª Emissão da Brasiliana será amortizado nas seguintes datas:

  • 20/Maio/2014 – R$ 160.000.000,00
  • 20/Nov/2014 – R$ 160.000.000,00
  • 20/Maio/2015 – R$ 160.000.000,00
  • 20/Nov/2015 – R$ 160.000.000,00
  • 20/Maio/2016 – R$ 160.000.000,00

Total = R$ 800.000.000,00

Documentos da 3ª Emissão

 

 

 

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